Escrever?

"Escreve-se sempre para dar a vida, para liberar a vida aí onde ela está aprisionada, para traçar linhas de fuga" (Gilles Deleuze)
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segunda-feira, 14 de julho de 2014

PAÍS DO QUÊ MESMO?



Havia me decidido que não ia escrever mais. Porém, estou aqui de novo... Não resisti a esse período que estão chamando de Pós-Copa do Brasil; Dia desses tive mais uma daquelas discussões saudáveis das quais participo regularmente... Não seria melhor se “nosso” país DEIXASSE DE SER o País do Futebol?  E passássemos a ser, com o tempo, o país da Educação, por exemplo? Que nos orgulhássemos de ser brasileiros porque temos, quem sabe.. A melhor qualidade de vida do planeta? O melhor Sistema Público de Saúde?  Pois de que adianta ser o país do futebol? Para só meia dúzia ter sorte na vida?  Para uns poucos jogadores ganharem milhões e outros poucos empresários mais ainda?  De que serve a fama, se a maioria dos meninos que correm atrás de uma bola, não chegará a lugar algum; pois a despeito de seus esforços; dependem  de uns, que não tem escrúpulo nenhum?  Copa do Brasil, feita por engravatados europeus, com jogadores de times europeus, para europeus e brasileiros com salários europeus assistirem ao olho da cara...  Patrocínios exageradamente caros e investimentos inexistentes são, no mínimo, contrastantes. Portanto, quem sabe, trocamos a alcunha de “País do Futebol” por “País da Cultura”;  “País da Não-Violência”; “País Exemplo de Solidariedade”; “País do Empregado Bem Remunerado”. O “País Mais Justo do mundo”!  “O País Mais Honesto”! “ O que melhor trata seus aposentados”...  É, eu sei. Estou “viajando” como sempre... Queria um povo mais culto; uns políticos menos sujos; umas leis melhores; justiça de verdade; nosso sistema de saúde é desumano. A desigualdade social ainda é enorme. A insegurança é geral. Vamos melhorar nas urnas, diz o otimista; Não tem o que fazer, diz o pessimista...  Lutar pelo que é meu por direito! É o que aprendi! A lutar. A não me calar! Bóra protestar novamente? Sem vandalismo burro, por favor. Sem violência. Só protesto!  As eleições estão logo aí, os lobos voltaram. Não sejamos ovelhas. No mínimo cães. Brabos. Ou sigamos com essa palhaçada e o problema será de nossos filhos?  Já sei! “O País Onde Melhor Se Escolhe Os Representantes Políticos”? Não seria uma boa? Então eu voto nulo!    Vai entender...   rs

terça-feira, 6 de agosto de 2013

EGOÍSTA




Hoje serei egoísta...
É... egoísta.
Coisa que procuro não ser, viu? 
Pensando bem, às vezes parece até fazer falta ser assim.
Uns dizem que é um defeito meu; chamam-no de falta de ambição...
Que seja. Falta ou defeito, são meus, ok?
Só que eu mal comecei a escrever e já me perdi. Retorno então:
Hoje escreverei sobre mim...
Opa! Mim não é sujeito!
Escreverei sobre eu então.
Nossa! Ficou até pior escrito assim... Sobre eu...
Mim, eu, tanto faz...
O importante é que EU vou escrever sobre MIM de qualquer jeito.
Mas na real, é porque estou de aniversário... Leonino, sabe como é, né?
Nada. Eu sei... Não quer dizer nada...
Continuando então:
Já viu como existe um ditado. Um dito popular sobre quase tudo que existe?
Neste meu 45º aniversário “não sei se estou completando um ano a mais ou um ano a menos”.
Se é que dá para completar alguma coisa a menos...
Diz também o tal do ditado, que “A vida começa aos 40”
Completo 45. Tô morrendo já. Tá terminando. O texto também, fique tranquilo...
Fiz uns cálculos matemáticos aqui com meus borbotões (vide Wikipédia)...
Tenho mais de 16 mil e 400 dias de vida terrena!
Mais de 394 mil horas de existência!
Se é que somei esda merta direito, é claro.
Convenhamos, dentre esses números, inúmeros deles eu perdi dormindo.
Tipo o ditado do cavalo de Emiliano Zapata, que diz que:
“Passa somente uma única vez à nossa frente”. No hay outra chance.
Vários cavalos desses passaram à minha frente. Não um só.
Alguns eu consegui montar. Muitos mais deixei escapar. Talvez não fossem meus.
E sempre procurei não ser egoísta. A maioria deixei passar por que não consegui pegar.
Diz o ditado: (sempre ele) Que “O que se leva dessa vida é a vida que se leva”.
Entonces, daqui há pouco fará meio milhão de horas que levo minha vida por aí...
Quantas das tantas centenas de milhares de horas de minha vida terei errado?
Quantas chances mais terei para errar novamente?
Quanto tempo desse tempo todo, terei perdido?
Quantos amigos terei feito?
Quanta coisa perdi...
Quanta coisa ganhei...
Quantas lembranças carregarei comigo?
Chega! Não quero mais pensar sobre isso caracas.
Finalizando, pois, usurpo mais um dito: “A vida é simples, a gente é que empipoca ela”.
Mesmo minha vida não sendo nada simples, tenho que admitir: Eu empipoquei ela várias vezes.
E se, no final, tenho o que comemorar?
Claro que tenho! 
Meus filhos; família; amigos; emprego; saúde, etc...
Na real? Só tenho o que comemorar.
Sabe o que mais?
Tenho orgulho da pessoa que me tornei!
Não é o que mais se quer?
E o mérito todo de quem é?
Hein?
De quem? De quem?
Bom, quanto ao mérito... 
Esse é todo da minha mãe.
Sim. Da minha querida e imortal mãe.
Sabe por quê?
"Por que Fruto bom não cai longe do pé”.


Por Alvaro Lucas

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Livre Arbítrio?

O  LIVRE  ARBÍTRIO  NÃO  EXISTE ?


Dias desses li em uma reportagem (da revista Galileu, se não me engano) que alegava que o exercício do Livre Arbítrio (que tanto defendo) simplesmente não existiria...                        
Nosso cérebro, que tem o controle total sobre nós, já teria tomado a decisão antes da gente decidir qual ação realizar. Tipo um sexto sentido. Só que não avisa que já decidiu por nós.    
Darei um exemplo para ficar mais claro: O cara pensa se vai a uma reunião ou não.                                Decide não ir; diz a reportagem, que não era necessário esse dilema, pois o cérebro já havia decidido que ele não iria na reunião, que a dúvida não existia de verdade. Tipo: Eu já sabia!      
Se uma guria “fica” ou não com um guri que a galanteava. Nem titubeie. Faça a primeira coisa que seu cérebro lhe disser, pois ele vai fazer com que você aja de acordo com a decisão dele.     
Me parece meio complicado esse assunto, porém, cada dia mais eu creio que seja verdadeiro.   Já sabíamos que não sentimos dor em parte alguma do corpo, é o cérebro que sente e envia a sensação de dor para que a sintamos. O tal sistema nervoso. Esse papo deixa nervoso mesmo.  
Quanto ao sistema: Odeio o sistema! Fiquei então, no mínimo encucado, encafifado, com atos que tomei, não terem sido impensados então, meu cérebro é que estava com sua pressa habitual e nem se deu ao trabalho de me avisar o que eu mesmo faria. Sinto-me menos burro.
Ou seja, vendo pelo lado positivo, eu nunca errei, só não sabia que ia errar... E será que não dá no mesmo? Acho que me confundi. Melhor! Meu cérebro sabia que eu ia me confundir e não me avisou... Sinto-me melhor por saber isso.
Todas as bobagens que cometi, fiz meio que inconscientemente. Ou foi meu subconsciente? Nem sei mais agora. Será que meu cérebro não está me enganando desde sempre e eu nem sou eu mesmo,mas quem meu cérebro quer que eu seja? E meu cérebro? Não sou eu?
Vou tentar então, explicar esse assunto tão louco dando um nome, ou melhor, um apelido para o meu cérebro: Mondongo. É.. mondongo. Podia ser Tuquinha, Txutxuco,  Baby, Geléka ou Quaternário, mas prefiro mondongão mesmo...                                                                                                             Discuto a relação. Eu não queria. Homens não gostam muito. Mas não era eu, era o Dongão...            Bebi, rastejei até em casa. Não fui eu... O Dongão é que sempre me apronta cada uma...      
Taí, gostei de saber que não tomei minhas próprias decisões. Não usei de meu livre arbítrio; Não era eu, não fui eu, aliás, nunca sou eu. Beleza, muito bom pensar que sou infalível.                                            Pena que meu cérebro, o Mondongão, faz parte de mim, então, fui no mínimo, cúmplice.    
Pensando bem, fui eu quem tomou a decisão de ler a tal revista. E se eu não sabia que eu ia ler, também não saberia se ia escrever esse artigo que você está lendo. Então, ainda estou no comando. Sou eu que tomo minhas próprias decisões. Talvez não todas as vezes, vá lá.      
Mas espera aí. Se estou no comando, fui eu mesmo que cometi todos os erros de minha vida? Ou seria meu cérebro que me está fazendo admitir isso? Prefiro pensar que não sou o culpado por quem eu sou. E que eu sou só um saco de carne comandado pelo Mondongo.               
Dessa mistureba toda, surge meu eu verdadeiro. Decisões que tomei ou deixei de tomar.       
Sou quase um mocotó e não sabia disso.
Ou sabia?         


de Alvaro Lucas

sábado, 15 de junho de 2013

Futebol de Cegos



Copa do Mundo de Futebol Para Cegos



O Brasil foi Campeão de Futebol Para Cegos. Onde só o goleiro enxerga e a bola, contém guizos em seu interior e a torcida assiste a partida em completo silêncio.
Não são apenas jogadores, são pequenos heróis que superam suas graves deficiências, para literalmente, marcar gols de placa em suas vidas.
Mas, infelizmente, não escolhi esse tema para escrever para você, que está lendo-o nesse momento, devido a esses pequenos heróis. Como meu filhinho Isaías.
Escolhi falar sobre a Copa do Mundo, porque até os cegos enxergam a roubalheira e o achacamento a que estão submetendo o nosso (?) país.
Pegando o suntuoso estádio Mané Garrincha (que a Fifa proibiu de chamar assim...), em Brasília, como exemplo. Porque só podia ser em Brasília mesmo...
Custou mais de 1 BILHÃO de reais a REFORMA! Depois da Copa, sediará clássicos locais, tipo: Guará X Brasiliense; ou Taguatinga X Brasília...
Imagina o tamanho do espaço vazio em um estádio para mais de 70 mil pessoas? É de chorar... Chamam isso de Elefantes Brancos. Sim, no plural, porque tem outros desses no Rio Grande do Norte, Amazonas e afins...
Quem não vê esse rombo financeiro aumentando cada vez mais?
Enquanto isso a polícia reprime com violência, manifestantes contrários ao aumento das passagens. E os doentes vão morrendo nos corredores do SUS.
Vamos todos comemorar os gols da milionária família Scolari gente!
Viva a CBF! Copa do Mundo de 2014 não basta, sediemos então, as Olimpíadas Mundiais de 2016 também. Vamos gastar dinheiro.
Podem ficar tranqüilos, agora o governo criou o Bolsa CRACK e o Bolsa ESTUPRO! Vamos incentivar isso também! Não com o mesmo orçamento...
É tudo uma brincadeira macabra pra inglês ver. Vamos ver churrasco de dentista na TV, maridos que matam esposas, a guerra do tráfico, o trânsito assassino...
Vamos preparar a Olimpíada, verdadeiro presente de grego pro povão.
Vamos todos gritar gol porque a família do assassino fumador de pedra será assistida pelo governo. Vamos ajudar as mulheres violentadas a criarem filhos dos seus próprios estupradores. Que leis. Que horror. Onde vamos parar? Já estamos parados.
Ah, façamos também uma “Ola” em homenagem ao Senado da República pelo fato deles votarem seus próprios salários exorbitantes (e o nosso).
Só não comparem os valores investidos nesses eventos grandiosos, com valores investidos em coisa bem menos interessantes, como Saúde, Segurança e Educação. Viva os ladrões que tem anel de doutor! Nunca estarão nos presídios lotados.
Sentemos, pois, à frente de nossos enormes televisores de alta definição, comprados à longo prazo, por altos valores, mas se não pudermos pagar “em dia”, é só pegar emprestado nos bancos, com os maiores juros do planeta. Já pagamos os maiores impostos do mundo. E para nada mesmo.Os programados somos nós, não a TV.
Vamos lançar um olhar cego para a TV e torcer para que raros sortudos que sabem, razoavelmente, chutar uma bola, façam do Brasil, um país de vencedores.
E quanto a esses parcos protestos nas ruas; diz a imprensa que comanda, que são só meia dúzia de baderneiros marginais que não tem o que fazer.
Bóra olhar a Dança dos Famosos; não perca o capítulo da novela plim-plim da vez; assista o Passa-ou-Repassa; o Caldeirão; a Xuxa coroa; o BBB; Fazenda; o Vai dar Namoro; João Kléber ou o Ratinho. Tem também canais que expulsam demônios das pessoas o dia inteiro. Só escolher... Tem para todos os gostos (estragados).
Vamos dançar abaixando, quicando e rebolando... Ah, Leléki, leléki...
Essa semana passou Ghost e Stuart Little! Vale a pena ver de novo... Vale mesmo? Quando será que vai passar Lagoa Azul? E o Curtindo a Vida Adoidado?
Quantos de nós enxergamos essa palhaçada toda?
Quantos de nós verdadeiramente enxergamos o que está acontecendo?   
Quantos de nós não acreditam mais nesse país?
Quantos ainda estão lendo esse artigo até o final?
Quantos?
Tem alguém aí?


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Álvaro Lucas - Professor de História

quarta-feira, 12 de junho de 2013


Parte de um de meus artigos (Injeção de ânimo) - Em breve escrevendo aqui, no blog do meu amigo de longa data Ronie Von. Obrigado pelo convite!
Escrever sobre o hoje, é escrever sobre coisas ruins. É chover no molhado. Porque o ontem sempre é melhor? Não generalizemos. Unanimidade é sempre burra.
Hoje evoluímos muito tecnologicamente no mundo real e isso nos afastou uns dos outros, mas nos aproximou no mundo virtual.  
Não estamos mais nas filas, entre cordas, num banco. Estamos sentados esperando chamar eletronicamente nossa senha. Mas esperamos muito mais tempo agora. Qual a lógica? O hoje está muito amanhã pro meu gosto... A humanidade apressou sua evolução. Parece além do que se pode compreender direito. Além da Imaginação...                                                
Desconhecemos os malefícios da energia celular. Comemos agrotóxico.   Lixo eletrônico. Acabamos com a sombra das árvores. Matamos os bichos. Tudo muito racional da nossa parte.                                                             
Não estou reclamando da vida, estou reclamando dos erros que cometemos na vida. Erros que prejudicam quem ainda nem nasceu.        
É quase um aborto. Somos uns abortos da natureza? É claro que não.   
Pelo menos, não todos nós. Apenas, tipo assim, aqueles que injetam sopa ou café com leite na veia dos outros, os senadores vitalícios, os assassinos.
Melhor seria uma injeção de ânimo na veia.
Ânimo gente! Bóra correr atrás da máquina. Tá esperando o quê?  
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Álvaro Lucas - Professor de História