Escrever?

"Escreve-se sempre para dar a vida, para liberar a vida aí onde ela está aprisionada, para traçar linhas de fuga" (Gilles Deleuze)
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A palavra e o mar - MARTINS, Ronie. FARINA,Cynthia

"Escrever. Já não bastava ler. Não bastava a fruição do texto que o afogava, que o fazia naufragar na textura literária. era preciso aventurar-se, arriscar-se à palavra. Era preciso fazer-se máquina de escrita. E Ahab era a palavra mágica. Ahab.  Força, potência que o impelia e o invadia de tantas e estranhas sensações. Ahab era a condição necessária para seu gesto. Ahab se tornava devir que o aproximaria perigosamente do experimentar literário. mas Ismael era quem o mantinha na borda do precipício textual. Prudência, uma voz insistia."
(MARTINS, Ronie. FARINA, Cynthia. Aprendizagem do naufrágio: Moby Dick, Ahab, Um leitor e o Muro. In__ Educação em Revista, volume 27, nº02. Belo Horizonte. 2011, p.30)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A propósito - de Cézar Miranda do livro Wunderblogs.com

" Nada do que eu falo aqui é brincadeira. Sou um humorista muito sério. Não tenho culpa se a realidade é engraçada. Aliás, uma das poucas atividades que resta a quem não consegue mentir é o humorismo. Diga a verdade para as pessoas e elas rolarão e tanto rir. A mentira é que é séria. - (07\10\2003 08h13)"

Julia Kristeva - Os samurais


"O desgaste excessivo dos adultos, para quem o erotismo não é nem um bem nem um mal, apenas um entendimento sem ideias, uma composição de ritmos. Só que mesmo os mais adultos permanecem um pouco infantis. Felizmente - sem isso ninguém se sentiria perturbado." Julia Kristeva p.107)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A insustentável leveza do ser

"
E mais uma coisa: havia um livro aberto sobre a mesa. Nesse café ninguém jamais abrira um livro sobre a mesa. Para Tereza, o livro era o sinal de reconhecimento de uma fraternidade secreta. Contra o mundo de grosseria que a cercava, não tinha efetivamente senão uma arma: os livros que pedia emprestados na biblioteca municipal; sobretudo os romances: lia-os em quantidade, de Fielding a Thomas Mann. Eles não só lhe ofereciam a possibilidade de uma evasão imaginária, arrancando-a de uma vida que não lhe trazia nenhuma satisfação, mas tinham também para ela um significado como objetos: gostava de passear na rua com um livro debaixo do braço. Eram para ela aquilo que uma elegante bengala era para um dândi do século passado. Eles a distinguiam dos outros." (A insustentável leveza do ser - Milan Kundera)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Plataforma de Michel Houellebecq

"Tampouco me casei. Tive várias oportunidades, mas abri mão de todas elas. No entanto gosto das mulheres. O celibato é uma espécie de desgosto na minha vida. Incomoda principalmente nas férias, porque as pessoas desconfiam de homens na minha idade passando férias sozinhos: supõem neles um bocado de egoísmo e sem dúvida um pouco de vício; não posso dizer que estejam erradas."

Moby Dick



"Parece-me que nos temos enganado vastamente nesta questão de Vida e de Morte. Parece-me que o que chamam de minha sombra aqui na terra é minha verdadeira substância. Parece-me que, ao considerar as coisas espirituais, aproximamo-nos muito de ostras que observam o sol através da água, a pensar que essa água espessa é a parte mais tênue do ar. Parece-me que meu corpo é apenas a borra de meu ser melhor. Na verdade, leve meu corpo quem quiser, levem-no, eu digo, ele não é o que sou."

Um certo Capitão Rodrigo

"Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!"

Teoria do Humanitismo(Quincas Borba)

Teoria do Humanitismo (Quincas Borba)

Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. (...) ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.