Escrever?

"Escreve-se sempre para dar a vida, para liberar a vida aí onde ela está aprisionada, para traçar linhas de fuga" (Gilles Deleuze)

domingo, 4 de agosto de 2013

Fotografo bem o CÉU



Diante desse cenário deslumbrante
Torno-me bucólica e pagã inocente
Sinto-me fluídica e evaporo o cheiro das plantas.

É como traduzir uma língua antiga e indecifrável
E nunca saber se a compreensão é real ou fictícia.

Um sonho velado por entre essas montanhas ao leste
Por onde o sol se levanta para brincar
Escondendo-se por entre suas delicadezas.

Mas não desperto dessa dúvida
Entre estar aqui
E ser aquela que continua sonhando com a vida...
Mas continuo vendo toda essa beleza da minha janela.

Elizabeth de Souza

Um comentário:

Ronie Martins disse...

Belo poema. Me emocionei quando te vi no blog.

Obrigado.